sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ocupa, ocupa o Pátio e não resiste! Seria cômico se não fosse trágico: pseudo-ocupação da reitoria da UFPa contra a EBSERH.



Após dias de intensa mobilização para evitar que a adesão à EBSERH na UFPa fosse votada na reunião do Consun, chegou o dia em que iria ser votado de fato na reunião do dia 17/12/2013, às 09:00 h da manhã. Pois bem, todos pareciam dispostos a barrar a EbSERH, e muitos até falavam em radicalizar a luta, o que para nós foi uma grande surpresa. Logo em seguida, com uma tentativa de fuga do reitor em exercício, nós o seguimos gritando palavras de ordem e o mesmo ficou encurralado em um banheiro do centro de capacitação, tentou fugir novamente em seu carro, e alguns dos que estavam ali se jogaram na frente do carro para impedi-lo de sair. O Reitor acelerou o carro em cima dos estudantes, e os poucos que resistiam em frente ao carro foram retirados de forma bruta pelos seguranças da universidade.
            
          Após esse fato, nós corremos em direção à reitoria, com o intuito de ocupa-la, em resposta a toda esta intransigência da reitoria em querer impor essa adesão aos nossos HU’s , mas ao chegar até lá, nos deparamos com os portões da reitoria trancados com uma corrente a cadeado, o que pensamos imediatamente? Que a própria reitoria teria colocado aquela corrente para impedir a nossa entrada, e começamos a nos articular para entrar de qualquer forma e quebrar aquela corrente, quando, para nossa surpresa maior ainda, aquelas correntes teriam sido ali colocadas pelos próprios coletivos como uma  suposta forma de “impedir” que os conselheiros entrassem na reitoria para votar a EBSERH... Logicamente ficamos intrigados, aquela corrente ali não parecia ser algo que de fato impedisse que a EBSERH fosse votada, então começaram os discursos dos ali presentes, a palavra radicalização era utilizada com frequência nas falas dos coletivos, quem ouvia até acreditava, então decidimos lá deixar a corrente por enquanto, até que recebemos a notícia e logo em seguida a confirmação de que a votação ocorreria pela internet, de forma arbitrária e talvez até inconstitucional, o que deveria ter sido o estopim para entrarmos de vez naquela reitoria e resistir lá dentro, porém ocorreu o contrário, e de toda forma tentavam moderar os mais exaltados a permanecerem “ocupando” o pátio da reitoria, até que pudesse “chegar mais gente” para aí sim então entrarmos, mas então foram ficando cada vez mais menos gente, então fomos ficando todos Juntos na “ocupação” do Pátio da reitoria, em uma Assembleia de estudantes Livres, para fazer um Contraponto sobre a EBSERH, porém gritamos: Vamos à luta ocupar lá dentro, mas eles deram uma reviravolta, e quiseram permanecer “ocupando” o Pátio em companhia dos carapanãs, e até o Pajé vaiou, disse o pajé: uh! E assim sucedeu Todos Juntos na “ocupação” de um dia do pátio da reitoria, e assim o reitor ficou tranquilo e feliz, pois com coletivos e partidos “revolucionários” assim, nem precisou mandar polícia para reprimir.

          De agora em diante na Luta contra a EBSERH e em qualquer outra, não centralizaremos mais com pelegos e golpistas, e continuaremos os denunciando, aqueles que em defesa de seus interesses políticos pessoais (como alguns servidores e até estudantes) estavam ali para boicotar a radicalização, não importa do que nos acusem, nossa resposta se dará em forma de ação política! Nós lutamos pelo povo, pelos interesses do povo, contra o governo privatista/neoliberal, e não apenas para “mostrar” que apoiamos a causa, na guerra contra o sistema, nós vamos até o fim.

Avante contra a EBSERH na UFPa e contra toda forma de privatização velada dos serviços públicos!

Att.

Comando de Agitação de Massas

Unidade Vermelha Pará.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Convocação Unidade vermelha: Abaixo a EBSERH na UFPa, pela autonomia da Universidade! Resistência Vermelha na reitoria dia 17/12, 09 h.


             É de conhecimento de todos – ou deveria ser – que a UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA´(UFPA) por meio de seu Magnífico Reitor Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy quer entregar os Hospitais Universitários (João de Barros Barreto e Hospital Universitário), nas mãos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) fazendo com quer os hospitais percam seu caráter social e acadêmicos, além de sua autonomia.

           


 Toda sociedade paraense sabe que os Hospitais Universitários (HU’s) são hospitais de referências em diversas áreas e que primam pela qualidade dos tratamentos oferecidos agregado a pesquisa cientifica a busca por melhorias na qualidade da saúde de toda a sociedade, não existe o “animus lucrandi” (objetivo de obter lucro), porém isso pode mudar se a uma Empresa Pública personalidade jurídica de direito privado (EBSERH) passar a administrar os mesmos, pois é ó modelo pelo qual os HUs atuam não é interessante para aqueles que visam atingir metas, ou seja, os que estão mais preocupados com a quantidade do que com a qualidade.



            Segundo o magnífico Reitor, está descartada a privatização dos serviços c vincula os atendimentos ao Sistema Único dc Saúde (SUS), porem não foi descartada a parceria com empresas privadas, e isso será uma opção para EBSERH, que poderá pedir dispensa de licitação, o que facilita a fraude e favorecimento. Além disso, ficará previsto o ressarcimento das despesas com o atendimento daqueles que têm planos de saúde privados; seguindo com a defesa em favor da EBSERH, o Magnífico alega que apesar da ampliação das fontes de receita, a autonomia didático-científica e administrativa está assegurada às universidades. Ressalte-se que a criação da EBSERH não implica a extinção das competências de promoção das atividades de extensão pelas instituições federais dc ensino superior, nem na perda de seu patrimônio, toda via, a verdade é outra, visto que o papel dos HUs fica reduzido a meros “prestadores de serviços” na área da saúde, sem nenhum compromisso com o princípio dc indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão. A autonomia da universidade começa a agonizar, pois os Conselhos Superiores e as Reitorias terão que se submeter à gestão externa privada da EBSERH no tocante ao cotidiano administrativo c acadêmico dos Hus.



            Existe também tramitando na justiça uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4895), foi ajuizada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no Supremo Tribunal Federal (STF) contra dispositivos da Lei 12.550/2011 – Lei que autoriza a criação da EBSERH –. Na ação, o procurador-geral requer a declaração da inconstitucionalidade dos artigos 1º a 17 da norma, que tratam das atribuições, gestão e administração de recursos da empresa ou, sucessivamente, dos artigos 10, 11 e 12, que tratam da forma de contratação de servidores da empresa por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de processo seletivo simplificado e de contratos temporários.

Podemos suscitar também alguns pontos do manifesto da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde:
1) É uma afronta ao caráter público dos HUs e à sua característica nata de instituição de ensino vinculada às universidades públicas; 
2) Negligencia à autonomia universitária garantida no artigo 207 da Constituição de 1988; 
3) É um risco para a independência das pesquisas realizadas no âmbito dos HUs; 
4) É uma forma de precarização, porque flexibiliza os vínculos de trabalho com o fim dos concursos públicos nos HU’s; 
5) Representa prejuízo para a população usuária dos serviços assistenciais prestados pelos hospitais-escola, pois os serviços se tornariam menos eficientes e seu acesso menos democrático;

DIGA NÃO À EBSERH!




Venha nesta terça dia 17/12 às 9h para a reitoria protestar contra a emtrega dos HUs à EBSERH

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Marighella Vive! Nota ao aniversário de 102 anos de Carlos Marighella

Hoje, 5 de dezembro de 2013, completa 102 anos do nascimento de Carlos Marighella, combatente revolucionário brasileiro que lutou até o último dia de sua vida, pela libertação do povo de regimes autoritários como o estado Novo e a Ditadura Militar, brilhante guerrilheiro, que merece ser lembrado e ser a inspiração de todos aqueles que realmente lutam por uma outra sociedade, que se afirmem revolucionários, enfim, todos aqueles que sentem a indignação ferver em seus corações perante tanta injustiça e desigualdade, que não aceitam tanta opressão, que questionam e que tem a coragem de tomar a iniciativa de enfrentar o aparato repressor do estado, que se conscientizaram de que a revolução não será alcançada apenas caminhando e cantando o Hino nacional, de que toda ação contra os símbolos do capital e o imperialismo Yanque e Europeu é válida, a todos que dariam suas vidas e seu sangue pela revolução! Esta é uma singela homenagem que faço a este admirável Herói do Povo, que é minha inspiração de vida, que faz cada batimento de meu coração ser muito mais forte ao ler seus escritos revolucionários, que faz-me sentir uma emoção indescritível ao ler suas palavras e saber que estou no caminho certo, que haverá o levante popular, que a luta jamais acabará, enquanto esse sistema assassino e opressor ainda existir, nesse momento afirmo a todos e a essa elite burguesa, a esse estado pseudo-democrático, que na verdade é um fascismo velado, aos carrascos da ditadura que ainda existem e continuam no poder, que Marighella VIVE, em nossos corações, em nossas indignações, em nossa coragem, em cada jovem negro morador de periferia assassinado todos os anos, em toda juventude Brasileira excluída, que não adiantou tirar de forma covarde a vida de Marighella, pois ideias são imortais e continuaremos seu legado de luta! Ao ler o prefácio do Manual do Guerrilehiro Urbano, é impossível não sentir uma onda de sentimentos e emoções profundas, e sentir nossas convicções e coragem fortalecidas com suas palavras!
Somos Todos Marighella!


Prefácio de o Manual do Guerrilheiro Urbano


Eu gostaria de fazer uma dupla dedicatória deste trabalho; primeiro, em memória de Edson Souto, Marco Antônio Brás de Carvalho, Nelson José de Almeida ("Escoteiro") e a tantos outros heróicos combatentes e guerrilheiros urbanos que caíram nas mãos dos assassinos da polícia militar, do exército, da marinha, da aeronáutica, e também do DOPS, instrumentos odiados da repressora ditadura militar.

Segundo, aos bravos camaradas - homens e mulheres - aprisionados em calabouços medievais do governo brasileiro e sujeitos a torturas que se igualam ou superam os horrendos crimes cometidos pelos nazistas. Como aqueles camaradas cujas lembranças nós reverenciamos, bem como aqueles feitos prisioneiros em combate, o que devemos fazer é lutar.

Cada camarada que se opõe a ditadura militar e deseja resistir fazendo alguma coisa, mesmo pequena que a tarefa possa parecer. Eu desejo que todos que leram este manual e decidiram que não podem permanecer inativos, sigam as instruções e juntem-se a luta agora. Eu solicito isto porque, baixo qualquer teoria e qualquer circunstâncias, a obrigação de todo revolucionário é fazer a revolução.

Um outro ponto importante é não somente ler este manual aqui e agora, mas difundir seu conteúdo. Esta circulação será possível se aqueles que concordam com estas idéias façam cópias mimeografadas ou folhetos impressos, (sendo que neste último caso, a própria luta armada será necessária).

Finalmente, a razão porque este manual leva minha assinatura é que as idéias expressadas ou sistematizadas aqui refletem as experiências pessoais de um grupos de pessoas engajadas na luta armada no Brasil, entre os quais eu tenho a honra de estar incluído. De maneira que certos indivíduos não terão dúvidas sobre o que este manual diz, e podem sem demora negar os fatos ou continuar dizendo que as condições para a luta armada não existem, é necessário assumir a responsabilidade do que é dito e feito. Portanto, anonimato torna-se um problema num trabalho com este. O fato importante é que existem patriotas preparados para lutar como soldados,

A acusação de "violência" ou "terrorismo" sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.
Carlos Marighella
1969
Combatente. R.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mulheres e Revolução

É fato notório que a luta por uma sociedade socialista não é nada se não o desejo de mudar de classes oprimidas, seja no meio econômico, social, politico ou cultural, logo não se trata de apenas mudar o sistema econômico vigente, mas todos os pilares sejam legalistas ou culturais que o estruturam, o que por si só já justificaria qualquer importância do movimento, ou movimentos feministas dentro do processo em busca da Revolução.
Importante também atentar ao que é ser mulher, não é uma questão de gênero, ou uma questão sexual, é sim uma questão social, enquanto o conceito de feminismo recair sobre questões físicas as discussões recorrerão aos mesmos erros, é preciso avançar no entendimento sobre estudos de gênero e sexo para um âmbito social, enxergar e respeitar as singularidades sobre o assunto.
Ao longo da história os próprios movimentos revolucionários negaram a participação de interesses femininos junto aos ideias socialistas, Lenin chegou a afirmar que a luta feminista não caberia dentro dos interesses da revolução soviética o cabimento de causas feministas uma vez que se tratava de uma mudança econômica, materialista e não sexual ou sobre gêneros. Cair no economicismo é um dos maiores erros que podem ser cometidos pelas vanguardas revolucionárias, mesmo Marx que tratou de explicar o sistema capitalista de uma maneira bem ligada a economia deixou subjetividades para se entender que o sistema é fomentado através de infinitos aspectos entre eles, aspectos abstratos e a secundariedade da mulher quanto individuo social nada mais é do que resultado de um aspecto abstrato que fomenta sim o sistema capitalista.
Há de se lembrar também que Marx e Engels já entendiam que a subordinação da mulher ao homem e a instauração da propriedade privada deram marco a luta de classes, logo a luta feminista faz parte da luta de classe, faz parte da mudança econômica, mas principalmente faz parte de uma mudança cultural.
Não se trata de uma falsa igualdade, mulheres não são iguais ao homem, isso não lhes tira ou lhes deslegitima em sua capacidade intelectual, suas potencialidades como ser humano. Junto com a subordinação ao homem nasce também o papel da mulher como revolucionária, como agente de mudança em detrimento de sua própria condição.
As mulheres precisam estar a par em todas as mudanças sociais (como nunca deixaram de estar) em todas as linhas de frente, não a cima, nem a baixo, junto, o clichê da frase remete a mais pura necessidade social de se por como par nas mudanças, tendo plena capacidade de influir e desencadear mudanças sociais. Em uma era legalista, avanços legalistas foram feitos, no entanto não basta um artigo na constituição para que uma realidade toda mude, nesse sentido não basta lutar por uma reforma legal, legislativa é preciso ter em mente a revolução, que dê a mulher o espaço de fato e de direito dentro da sociedade, longe de sexismo, machismo, conservadorismos que apenas trazem um retrocesso na sociedade.

Os ganhos que até hoje as mulheres tiveram não são a totalidade do que é necessário, ainda vivemos em uma sociedade machista e onde a mesma marginalização que os movimentos feministas tiveram no passado se repetem mesmo que de maneira branda, é necessário não se contentar e se acomodar diante disso, lutar, revolucionar e encontrar em uma nova sociedade um espaço pertinente ao seu importante lugar na sociedade.