quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Marighella Vive! Nota ao aniversário de 102 anos de Carlos Marighella

Hoje, 5 de dezembro de 2013, completa 102 anos do nascimento de Carlos Marighella, combatente revolucionário brasileiro que lutou até o último dia de sua vida, pela libertação do povo de regimes autoritários como o estado Novo e a Ditadura Militar, brilhante guerrilheiro, que merece ser lembrado e ser a inspiração de todos aqueles que realmente lutam por uma outra sociedade, que se afirmem revolucionários, enfim, todos aqueles que sentem a indignação ferver em seus corações perante tanta injustiça e desigualdade, que não aceitam tanta opressão, que questionam e que tem a coragem de tomar a iniciativa de enfrentar o aparato repressor do estado, que se conscientizaram de que a revolução não será alcançada apenas caminhando e cantando o Hino nacional, de que toda ação contra os símbolos do capital e o imperialismo Yanque e Europeu é válida, a todos que dariam suas vidas e seu sangue pela revolução! Esta é uma singela homenagem que faço a este admirável Herói do Povo, que é minha inspiração de vida, que faz cada batimento de meu coração ser muito mais forte ao ler seus escritos revolucionários, que faz-me sentir uma emoção indescritível ao ler suas palavras e saber que estou no caminho certo, que haverá o levante popular, que a luta jamais acabará, enquanto esse sistema assassino e opressor ainda existir, nesse momento afirmo a todos e a essa elite burguesa, a esse estado pseudo-democrático, que na verdade é um fascismo velado, aos carrascos da ditadura que ainda existem e continuam no poder, que Marighella VIVE, em nossos corações, em nossas indignações, em nossa coragem, em cada jovem negro morador de periferia assassinado todos os anos, em toda juventude Brasileira excluída, que não adiantou tirar de forma covarde a vida de Marighella, pois ideias são imortais e continuaremos seu legado de luta! Ao ler o prefácio do Manual do Guerrilehiro Urbano, é impossível não sentir uma onda de sentimentos e emoções profundas, e sentir nossas convicções e coragem fortalecidas com suas palavras!
Somos Todos Marighella!


Prefácio de o Manual do Guerrilheiro Urbano


Eu gostaria de fazer uma dupla dedicatória deste trabalho; primeiro, em memória de Edson Souto, Marco Antônio Brás de Carvalho, Nelson José de Almeida ("Escoteiro") e a tantos outros heróicos combatentes e guerrilheiros urbanos que caíram nas mãos dos assassinos da polícia militar, do exército, da marinha, da aeronáutica, e também do DOPS, instrumentos odiados da repressora ditadura militar.

Segundo, aos bravos camaradas - homens e mulheres - aprisionados em calabouços medievais do governo brasileiro e sujeitos a torturas que se igualam ou superam os horrendos crimes cometidos pelos nazistas. Como aqueles camaradas cujas lembranças nós reverenciamos, bem como aqueles feitos prisioneiros em combate, o que devemos fazer é lutar.

Cada camarada que se opõe a ditadura militar e deseja resistir fazendo alguma coisa, mesmo pequena que a tarefa possa parecer. Eu desejo que todos que leram este manual e decidiram que não podem permanecer inativos, sigam as instruções e juntem-se a luta agora. Eu solicito isto porque, baixo qualquer teoria e qualquer circunstâncias, a obrigação de todo revolucionário é fazer a revolução.

Um outro ponto importante é não somente ler este manual aqui e agora, mas difundir seu conteúdo. Esta circulação será possível se aqueles que concordam com estas idéias façam cópias mimeografadas ou folhetos impressos, (sendo que neste último caso, a própria luta armada será necessária).

Finalmente, a razão porque este manual leva minha assinatura é que as idéias expressadas ou sistematizadas aqui refletem as experiências pessoais de um grupos de pessoas engajadas na luta armada no Brasil, entre os quais eu tenho a honra de estar incluído. De maneira que certos indivíduos não terão dúvidas sobre o que este manual diz, e podem sem demora negar os fatos ou continuar dizendo que as condições para a luta armada não existem, é necessário assumir a responsabilidade do que é dito e feito. Portanto, anonimato torna-se um problema num trabalho com este. O fato importante é que existem patriotas preparados para lutar como soldados,

A acusação de "violência" ou "terrorismo" sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.
Carlos Marighella
1969
Combatente. R.

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